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Em relação à conexão por radiofreqüência, o que se discute é o tipo de canal usado: o rádio dedicado, que está substituindo uma rede de frame relay, uma rede IP ou outro tipo de rede, que é uma banda larga sem compartilhamento e que, por isso, acaba tendo um custo de mensalidade mais elevado; ou a outra forma, que usa um acesso compartilhado – por exemplo, uma antena para transmissão é fixada em cima de um prédio e o local é cabeado, de forma que a estrutura seja distribuída para todo o edifício.

A Anatel regulamentou as faixas de radiofreqüência de modo que a comunicação ponto a ponto dedicado trabalhe no intervalo de 7,5 GHz a 38 GHz. A instalação de qualquer estrutura dentro desse espectro precisa ser notificada e registrada junto à Anatel. Há uma faixa de freqüência, que vai de 0,9 GHz a 2,4 GHz, utilizada também por algumas empresas que oferecem serviços de acesso à Internet por rádio, que não é regulamentada pela Anatel e pode sofrer interferências. Por isso, o usuário deve ficar atento a esse detalhe no momento de contratação do serviço.

“Para funcionar, o acesso via rádio exige que seja instalado no alto do prédio do assinante do serviço um aparelho de rádio, que funciona direcionado para outro ponto de rede, com outro par daquele hardware. Dessa forma, os equipamentos se comunicam, de uma antena a outra, até chegar à central provedora. Um rádio precisa necessariamente estar ‘vendo’ o outro, é o que chamamos de visada, por isso as empresas que oferecem esse serviço mapeiam a cidade procurando os pontos mais elevados para instalar suas antenas”, explica Carlos Alberto Fróes Lima, diretor de engenharia de clientes da Diveo do Brasil.

Outras empresas atuam nesse nicho de mercado, porém de forma mais regional e com atuações específicas, como a RazaoInfo (http://www.razaoinfo.com.br/), com presença marcante na região Sul. 

O acesso de banda larga por celular ainda não atinge as taxas oferecidas pelas demais tecnologias, mas é uma alternativa bastante útil para executivos em trânsito, em eventos ou em viagens, que podem conectar seus notebooks ao celular e realizar suas operações normalmente. Os clientes da Telesp Celular, por exemplo, têm a possibilidade de se conectar a uma velocidade de até 144 kbps. Mas existe um grande obstáculo que é o custo – o pulso do celular é muito alto e pagar essa taxa para acessar a Internet ainda é algo bastante absurdo. Porém, as operadoras de telefonia móvel estão trabalhando para melhorar esse cenário. De qualquer forma o custo não chegará ao do ADSL ou do cable modem tão cedo.

Através de repetidoras localizadas em pontos estratégicos, o sinal é distribuído aos clientes, sendo que para obter o acesso, o local deve ter "visada" (enxergar) uma das torres de transmissão. A velocidade de conexão chega a 11 Megabits, sendo 200 vezes mais rápido do que a conexão via linha telefônica com um modem de 56K.

 

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